Após o anúncio do cancelamento do debate presidencial da TV Globo, na noite de quinta-feira (1°), vídeos mostrando a declaração de voto da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viralizaram nas redes sociais.
A declaração da magistrada teria ocorrido no pleito de 2022, quando Lula enfrentava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.
"Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país", disse a ministra no vídeo.
Ainda na gravação, Aranha declara que "os advogados devem votar em Lula, inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça."
Segundo a Globo, foram recebidas duas notificações relacionadas ao debate "que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento".
A primeira é a decisão de Estela Aranha que atendeu a um pedido da coligação de Lula sobre não permitir perguntas e não deixar o púlpito vazio.
Estela foi nomeada ministra do TSE em 1º de agosto de 2025 para um mandato de dois anos. No governo Lula, a ministra foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública sob a gestão de Flávio Dino. Na secretaria, ela ganhou destaque pela atuação combativa em relação às big techs.
Mais tarde, foi nomeada assessora especial da Presidência da República, dentro da assessoria internacional do órgão, chefiada pelo ex-chanceler Celso Amorim.
A magistrada também foi assessora no gabinete da Presidência do TSE em 2025, quando era chefiado pela ministra Cármen Lúcia. *Com informações da CNN Brasil


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