Caminhoneiros de diferentes regiões do país articulam uma paralisação nacional que pode começar nos próximos dias, pressionados pela alta do diesel. Com adesão crescente entre autônomos e motoristas celetistas, o movimento deve avançar caso o governo não apresente medidas para conter os custos da categoria.
Ao R7, o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a decisão vem sendo construída em assembleias e reflete a dificuldade crescente de manter a atividade diante dos custos. “Fizemos assembleia no Porto de Santos com a categoria. A maioria deliberou que, se não parar agora, vamos cruzar os braços. A conta não fecha”, disse.
De acordo com ele, o movimento tem caráter nacional e reúne adesão ampla tanto entre os profissionais autônomos quanto celetistas. “É uma manifestação nacional. Já temos o posicionamento do porto de Itajaí, de Santos, todas as regiões do Brasil. Eu diria que 95% do setor é favorável”, afirmou.
A principal queixa da categoria é o impacto de fatores internacionais sobre o preço dos combustíveis no Brasil. “Soltaram uma bomba lá [no Irã] e já afetou as bombas daqui. A gente vê que não vai parar de subir o preço do diesel.”
Na última semana, representantes dos caminhoneiros se reuniram com integrantes do governo na Casa Civil para discutir a Medida Provisória que trata da zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel. Ainda assim, a avaliação é de que as iniciativas não resolvem o problema dos custos no setor.
A orientação inicial das lideranças é que a paralisação ocorra sem bloqueios em rodovias, para evitar penalidades. Leia mais no R7...




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