
Uma funcionária
da operadora de telefonia Vivo irá receber uma indenização de 50 mil reais por
se recusar a mentir para clientes. O objetivo da empresa era priorizar a
contratação sobre planos pós-pagos informando aos clientes que o sistema para
planos pré-pagos estava indisponível.Por não aceitar a prática, a funcionária
foi alvo de xingamentos e brincadeiras na companhia. Uma testemunha, cujo
depoimento foi reforçado por outro funcionário da loja, relatou o caso ao juiz
Marcos Fagundes Salomão, da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª
Região do Rio Grande do Sul. Ele tentou adquirir um plano pré-pago, mas foi
informado de que o sistema não estava funcionando. Quando tentou novamente, a
funcionária em questão vendeu o plano normalmente e, por isso, foi hostilizada
pelos colegas de trabalho. O juiz também entendeu que o caso gerou problemas
como ansiedade e estresse à funcionária, que ficou algumas semanas afastada do
trabalho e foi demitida ao retornar. Com isso, a Vivo terá que pagar a
indenização por danos morais e mais 12 meses de salário devido à doença
ocupacional ocasionada. Vale notar que a liberdade de consciência precisa ser
preservada no ambiente de trabalho, conforme consta na Constituição Federal. À
Info, a Vivo informou que "cumpre a legislação em vigor e que irá interpor
Recurso de Revista ao Tribunal Superior do Trabalho visando a modificação de
tal decisão". (Rede Brasil de Notícias)