Mostrar mensagens com a etiqueta Ubatã; Artigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ubatã; Artigos. Mostrar todas as mensagens

21 junho 2024

Ubatã: Quanto custa o voto?

 


Por: Wesley Faustino 

A jornada eleitoral revela-se uma complexa dança de sedução, onde a moeda de troca transcende os simples sorrisos, os apertos de mãos e a competência para administrar. 

Nesta partida, meus amigos, o dinheiro surge como protagonista  magnífico e onipresente. Se porventura pensava-se que para conquistar amigos e influenciar pessoas bastaria um sorriso cativante e discursos envolventes, é hora de reavaliar: na grande partida das eleições, o ato de persuasão se concretiza com a abertura generosa da carteira. Como diz um protagonista nas eleições ubatense: " o que vale é o 'paper'.

O Tribunal Superior Eleitoral(TSE),  numa tentativa quase angelical de regulamentação, estipulou limites para os gastos, legais, de campanha para Ubatã: prefeito R$ 108.039,06, (eleições 2020) e vereador R$ 28.746,48 (2020).  Porém, é urgente que alguém informe que, na partida eleitoral de Ubatã, os custos para ascender ao cobiçado posto de prefeito e vereador.
No campo da partida eleitoral, os cabos eleitorais assumem o papel de estrelas principais dos jogos, perambulando com sorrisos que desafiam limites e promessas de grandeza ainda mais estonteantes, levando aos protagonistas (candidatos a prefeito e vereador) custos e mais custos.

Quanto às suas tarifas, estes números audaciosos frequente escapam aos limites dos orçamentos mais modestos. Engane-se quem pensa que o eleitorado, com suas exigências dignas de uma grande produção cinematográfica, hesita em converter a corrida eleitoral numa ampla feira de negociações, onde hectare de terras, sacos de cimentos, blocos, telhas, consertar o banheiro, adubos, bebidas, o vil metal etc, são moedas de trocas. Ah, já ia esquecendo. Pediram uma carro usado para iniciar sua trajetória de empresário do ramo.

Relatos que beiram o inacreditável se desenrolam, com candidatos oferecendo parte de sua própria criação em troca de um punhado de votos – galinhas e porcos, mas só entraram nas urnas 4 míseros votos.

Ah, e a cerveja servida já não é aquela popular, mas sim garrafas de Heineken, selando pactos e submergindo sorrisos sob o refinado gosto do lúpulo.
Numa certa campanha uma senhora me disse que o "sonho dela era passar o dia em um aeroporto olhando os aviões pousar e decolar" e seu eu poderia proporcionar isso que garantia os votos da família, contou, no anonimato, um ex-candidato que não foi eleito.

Ambicionar um cargo público em Ubatã jamais foi uma jornada trivial, confrontada com a intensa narrativa dramática de uma eleição. Frente a cabos eleitorais com preços astronômicos, extravagâncias demandadas por eleitores e o desafio de preservar o equilíbrio financeiro e emocional, os custos inerentes às eleições ultrapassam o meramente tangível. 

Afinal, uma lição valiosa das eleições é que, mesmo em meio ao caos, há sempre lugar para um sutil humor e, mais importante, vasto espaço para adubo de esperança.

Wesley Faustino, pesquisador, escritor, especialista em Gestão Pública e Gestão Ambiental e ex-vice-prefeito.

17 junho 2024

Sandoval Fernandes Alcântara, Sandó, homenagem póstumas, um verdadeiro líder

Hoje, o saudoso Sandoval Fernandes Alcântara, teria 109 de idade (1915/1995). Nascido em Ubaitaba, mas no Arraial de Dois Irmãos e futuro município de Ubatã fez sua vida familiar, econômica e política, cidade que seus filhos vivem: João Alcântara (Jonga, também aniversariante no mesmo dia do pai), Celia Maria, Celice, Antonio Pedro, Henrique José (falecido), Licia, alguns netos e bisnetos.
Nesta data de 18 de junho,  29 anos de sua morte (1995),  homenageamos esse baluarte da emancipação de Ubatã.

Nomeado pelo governador do estado da Bahia, com anuência do Presidente da República, como  prefeito da Villa de Rio Novo (atual Ipiaú) o qual administrou a 1ª vez  de 05 de dezembro de 1946 a 30 de janeiro de 1948 e 2ª nos anos 50.  Sandoval Alcântara,  realmente foi um líder político: duas vezes vereador, também  presidente da Casa, e duas vezes prefeito interino da Villa de Rio Novo, deputado estadual, e duas vezes prefeito pelo voto direto em Ubatã(1955 a 1958 e Jan de 1971 a janeiro de 1973).

A expansão político-social e comercial do Arraial de Dois Irmãos estava visível e o desejo de cortar o cordão umbilical com o município Ipiaú tomou conta do grupo emancipador que nomeou Sandoval Fernandes Alcântara,  o representante de toda comunidade e,  em 26 de setembro de 1953, a emancipação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Eleito o primeiro prefeito de Ubatã pelo voto direto, em 3 de outubro de 1954, tomou posse no dia 07 de abril de 1955. 

A rua da Tropa, batizada depois de Ramiro Berbert de Castro e conhecida por rua do  Pula Pula, foi a 1ª rua pavimentada e iluminada com lampião a querosene, na sua gestão como prefeito da Villa de  Rio Novo. 

Começou nesta rua a ser criada a cidade de Ubatã: instalou se o 1º Cartório Civil; a 1ª Delegacia de Polícia, a 1ª Creche, o 1º Posto de Saúde, a primeira sede da Empresa Brasileira de Correios (EBC), as duas primeiras pensões de dona Antoninha e dona Agapita, e os dois primeiros consultórios médicos de Ubatã, dos clínicos gerais Drs.Mário Tavares e César Monteiro Pirajá - este também vereador em Rio Novo (1948), representando o Arraial de Dois Irmãos. 

Eleito 1° suplente de deputado estadual pela Arena para o período 1959/1963, assume  o mandato  por um curto periodo em 1960. Dezessete anos depois, nas eleições de 1970, retorna ao comando da prefeitura de Ubatã.

Neste ínterim ocupou  os cargos de Diretor Executivo do Conselho Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC) e Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ubatã. 

- Jequitibá Rosa, um dos maiores do Brasil, homenageia Sandoval Alcântara - 
Um dos dois maiores exemplares de Jequitibá Rosa do Brasil se encontra na Fazenda Boa Lembrança, zona rural do município de Ubatã. O Jequitibá foi batizado com o nome de "Sandó"  em homenagem ao ex-prefeito e ex-deputado  Sandoval Fernandes Alcântara. 

A árvore tem idade estimada em 1,5 mil anos e possui 56 metros de altura e 8,9m de circunferência, e rendeu matéria no programa Globo Ecologia(Instituto de Botânica do Rio de Janeiro)

Texto: Wesley Faustino
Fonte: Jonga Alcântara /camaradeipiau.ba.gov.br /giroemipiau.com.br (José Américo Castro)/Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA).

Artigo: Os barulhos dos fogos de artifício e os transtornos para os autistas e pets


Por: Wesley Faustino

As festividades são momentos de alegria e união para muitos, principalmente na época junina, que fogos juninos são tradição - e com a proximidade das campanhas politicas, haja fogos.

No município de Ubatã os políticos parecem gostar de fogos de artifício mais do que os demais. A população ubatense sempre reclamou do barulho e dos altos gastos com fogos - muitos  chamam de "queimar dinheiro".

Este artigo que propus escrever, explora essa dinâmica: autismo, pets e a hipersensibilidade sensorial. Proponho um olhar atento às necessidades de indivíduos autistas e os pets e as  possíveis intervenções que visem à inclusão e ao bem-estar.
O impacto dos fogos de artifício durante os festejos juninos e outras festividades que utilizam fogos de artifício (inaugurações públicas, adesões políticas entre outras ações), muitos indivíduos autistas ficam em uma situação de extrema vulnerabilidade. O barulho, a imprevisibilidade e a intensidade dos fogos podem trazer consequências sérias para o bem-estar de pessoas com sensibilidade auditiva acentuada.

Além disso, pets, que são companheiros frequentes de muitas famílias, incluindo aquelas com membros autistas, também sofrem com o barulho, demonstrando sinais claros de estresse e ansiedade.

Indivíduos do espectro autista frequentemente vivem o mundo de maneira intensamente sensorial. Sons altos e inesperados, como os de fogos de artifício, podem ser não apenas desconfortáveis, mas também profundamente perturbadores. 
Diante dos desafios apresentados, surgem campanhas de conscientização sobre os impactos dos fogos de artifício para pessoas autistas e animais. Essas iniciativas buscam educar o público sobre as dificuldades enfrentadas por esses grupos durante as festividades juninas, inaugurações públicas, eventos religiosos e campanhas eleitorais e encorajar a adoção de práticas mais inclusivas. Barulhos de fogos, não!

Wesley Faustino. Pesquisador, escritor, especialista em gestão pública e gestão ambiental e ex-vice-prefeito de Ubatã

16 maio 2024

Artigo: As surpreendentes eleições municipais de 2024 em Ubatã, agora buscam um vice


Por Wesley Faustino

Em Ubatã, uma pequena e pacata cidade de 12.273 mil eleitores (TRE/abril 2024), as eleições municipais sempre agitam e animam seus habitantes. E as próximas eleições para o Executivo e Legislativo prometem ser aguerridas. Já no anúncio dos pré-candidatos ao Executivo, nenhuma surpresa nos nomes: cinco nomes conhecidos da política local se colocam na corrida, incluindo o atual prefeito e três ex-prefeitos, Daí da Caixa, Siméia Queiroz, e Edson Neves, além do estreante em eleições majoritárias, o ex-vereador César Salys.

Contudo, a novela política ganha contornos ainda mais intrigantes com a dinâmica das chapas para a vice-prefeitura. Inicialmente, apenas César Salys havia anunciado um pré-candidato a vice, que posteriormente migrou para o grupo de Daí da Caixa, deixando Salys na busca por um novo nome. Agora, a chapa de Daí da Caixa se encontra em uma situação peculiar: possui um vice, Pastor Tarique, mas ainda não definiu quem será o cabeça de chapa. Uma reviravolta que mantém a todos especulando.

A busca por vice-prefeitos se torna então o foco das atenções na cidade. Com quatro vagas abertas, as especulações sobre quem ocupará esses postos correm soltas. A população debate intensamente, apostando em nomes de empresários, políticos atuais e antigos vereadores, líderes religiosos e até figuras populares, numa demonstração do dinamismo e imprevisibilidade da política local.

O cenário está armado para possíveis alianças inesperadas entre os pré-candidatos. A necessidade de encontrar vice-prefeitos adequados e alinhados às propostas e visões de cada candidato ao Executivo estimula uma frenética movimentação nos bastidores. Reuniões fechadas, conversas ao pé do ouvido e promessas de campanhas ganham cada vez mais espaço nas rodas de conversa da cidade.

Wesley Faustino. Historiador, escritor, especialista em Gestão Pública e Gestão Municipal e ex-vice-prefeito de Ubatã.

13 maio 2024

Eleições 2024: A Volatilidade da Política e os ventos de mudança em Ubatã


*Artigo de Wesley Faustino

"Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou", palavras sábias do ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, que nunca perderam sua relevância. Hoje, elas ressoam com especial intensidade no município de Ubatã, onde a arena política está prestes a ser moldada por novas e intrigantes desenvolvimentos conforme nos aproximamos das eleições municipais de 2024.

Os pré-candidatos e o palco político de Ubatã em 2024 mostram que a disputa pelo executivo em Ubatã se acirra.  Quatro pré-candidatos emergem para protagonizar a corrida eleitoral: o atual prefeito que busca reeleição; Daí da Caixa, ex-prefeito cuja inelegibilidade é discutida, mas tem em sua esposa, Rosana Magalhães, uma carta na manga, jogada aceita sem contestação por seu grupo; o doutor Edson Neves, também ex-prefeito que novamente está na cena política; e César Salys, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Legislativa. A diversidade de partidos - PT, PSDB, MDB e Republicanos - apenas intensifica o clima de expectativa e especulação entre os eleitores.

Neste tabuleiro eleitoral, uma peça fundamental disse que vai se mexer esta semana é a expectativa sobre o anúncio de Siméia Queiroz, anunciada nas redes sociais desde domingo, no Programa Primeira Página da FM Povo na próxima quinta-feira (16).

Na ruas e nas redes sociais dos ubatense a conversa gira em torno dessa peça, Siméia Queiroz - prefeita por dois mandatos consecutivos - que ainda não se encaixou completamente neste quebra-cabeça. 

A ex-prefeita, filha do influente líder político Expedito Rigaud, até o momento, não houve confirmação se ela será candidata ao Executivo como cabeça ou coadjuvante numa vice do atual mandatário?

A antecipação do nome de Siméia para cabeça de chapa cresce, alimentada por rumores e o desejo de muitos simpatizantes.

A expectativa atinge seu ápice com o anúncio da entrevista na FM Povo.  Momento que promete ser um divisor de águas no cenário político de Ubatã.

Independente do que seja anunciado por Siméia na entrevista, é certo que o equilíbrio político em Ubatã será profundamente afetado. Especula-se que sua decisão de entrar ou não na corrida eleitoral tem o potencial de reconfigurar alianças, intensificar campanhas e recolorir o mapa político do município - agora colocando o tom laranja - com a entrada na briga eleitoral pelo Executivo com mais uma legenda: o Avante. 

A empolgação em torno deste evento sublinha a dinâmica imprevisível da política local - uma realidade onde certezas são escassas e as surpresas, abundantes.

À medida que navegamos por essas águas turbulentas rumo às eleições municipais de 2024 em Ubatã, é fundamental lembrar as palavras de Magalhães Pinto sobre a natureza volátil da política. Em uma era onde mudanças podem ocorrer num piscar de olhos, a única constante é a imprevisibilidade:  na política como nas nuvens, nada permanece o mesmo por muito tempo.

*Wesley Faustino. Historiador, escritor, ex-vice-prefeito de Ubatã. Especialista em Gestão Pública e Gestão Ambiental.

15 abril 2024

Câmara de Vereadores de Ubatã aniversariou: 69 anos de fundada e da posse dos 1° vereadores e do 1° prefeito

A Câmara de Vereadores de Ubatã completou 69 anos de fundação, quando em abril de 1955 o Gestor de Negócios Municipais, Arnaldo Azevedo, criou a 1ª Câmara de Vereadores de Ubatã pelo Decreto n° 23 de 4 de abril para dar posse no dia 7 de abril (quinta-feira) aos primeiros vereadores e ao primeiro prefeito do recém-emancipado município, tornando esta data um feriado municipal que, infelizmente, hoje em dia é esquecido.
A primeira Câmara de Vereadores, eleita em 3 de outubro de 1954 (com mandato de 1955 a 1958), teve como presidentes os vereadores Osmar Fernandes de Oliveira e Hamilton Fernandes Motta. O plenário era composto por Osmar Fernandes de Oliveira, Leônidas Pereira de Oliveira (o dentista Nidinho), Josias Zaga de Souza (Neném), Mário Tavares dos Santos (o médico Dr. Mário), Everaldo Oliveira de Azevedo, Milton Faustino dos Santos, Antonio Muniz Ramos e Hamilton Fernandes Motta. Prefeito: Sandoval Fernandes Alcântara 
Em 1963, o então prefeito Hamilton Fernandes Motta autorizou a compra do imóvel que funcionava a sede da Câmara Municipal e da prefeitura, local que permanece até hoje com a Câmara de Vereadores.

Passaram pelo plenário 179 vereadores eleitos e 21 suplentes que assumiram o mandato - mesmo por apenas um dia -  nestas 17 legislaturas ao longo do período de 1955 a 2024, incluindo apenas dez mulheres - sendo a 3ª suplente, Enoe Ribeiro, a primeira a assumir.
Destaca-se também os três primeiros vereadores representando o Arraial de Dois Irmãos(hoje Ubatã ) na Câmara de Vereadores da Villa de Rio Novo e posterior Ipiaú. Foram eles: Aníbal Azevedo, Dr. César Monteiro Pirajá e Sandoval Fernandes Alcântara.
O ex-vereador e atual vice-prefeito, Paulo Cesar Silva e Silva, detém o recorde de seis mandatos consecutivos no Legislativo, enquanto a ex-vereadora Ednalva Morais Rigaud foi a única mulher a exercer o mandato por três vezes.
Atualmente, a 17ª Câmara de Vereadores, eleita em 15 de novembro de 2020 (mandato de 2021 a 2024), é composta pelos vereadores: Diêgo Magalhães Tavares, Juliano Silva de Oliveira, Erisvaldo Alexandrino dos Santos, Ítalo Bispo de Brito,  Paulo Cesar Silva e Silva Junior, Neide Ferreira de Souza, Matheus Carmo Rebouças, Davidson Gomes Muniz, Márcio Oliveira Santos, Reinam Ramos de Souza, Gabriel Assumpção Nascif. Os vetradores Erisvaldo Alexandrino dos Santos presidiu o 1° biênio e Gabriel Assumpção Nascif o 2° biênio.
Com uma história rica e de longa data, a Câmara de Vereadores de Ubatã continua desempenhando um papel fundamental na governança local. (Ascom da Câmara de Vereadores de Ubatã).

"Pesquisa e texto de Wesley Faustino. Historiador, pesquisador sobre a história da formação do município de Ubatã, política(Executivo e Legislativo)e administrativa,  ex-vice-prefeito de Ubatã, especialista em Gestão Pública e Gestão Ambiental(UNEB).

31 março 2024

Artigo: 60 anos do Golpe Militar no Brasil

Nasci oito dias antes do início do Golpe Militar que começou em 31 de março de 1964. Completei 60 anos bem vividos, dia 23,  cheios de alegria e vivências. Já os 60 anos  do Golpe Militar, é marcado por tristeza e um período sombrio na história do Brasil. Um horror.

A ditadura que se instaurou no país durou 21 longos anos, fruto de uma conspiração dos militares contra o governo do presidente da República, João Goulart(PTB).

A insatisfação com as eleições e, principalmente com as Reformas de Bases - reformas agrária, administrativa, constitucional, eleitoral, bancária, tributária e universitária -  propostas no governo Goulart foram os motivos que levaram ao golpe.

Os militares, o grande empresariado, grandes latifundiários, aliados aos Estados Unidos e, nessa altura, João Goulart tinha decidido abandonar a posição de conciliação e confrontar o Congresso para aprovar as Reformas de Base, viraram um estopim.
A Ditadura Militar deixou marcas profundas, sendo conhecida principalmente pelo autoritarismo e pela perseguição a quem ousava se opor ao regime. Além disso, impôs censura à produção cultural e intelectual, e foi um período de grande corrupção, já que não havia espaço para investigar os atos do governo.

O início do fim da Ditadura Militar no Brasil

O movimento Diretas Já, ocorrido entre 1983 e 1984, foi um marco no esgotamento do regime militar no Brasil. Milhões de pessoas foram às ruas em diversas cidades do país exigindo eleições diretas para presidente da república. As manifestações, lideradas por diversas figuras políticas, artistas e intelectuais, tinham como objetivo a aprovação da Emenda Constitucional 05/1983, que permitiria a realização de eleições presidenciais diretas em 1985.

Apesar da grande mobilização popular, as eleições indiretas acabaram sendo realizadas em 1984, resultando na eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral. 

No entanto, sua morte antes da posse levou José Sarney a assumir a presidência, marcando o fim da Ditadura Civil-Militar e o retorno de um presidente civil ao poder após mais de duas décadas de regime autoritário. O movimento Diretas Já foi fundamental para a redemocratização do Brasil e para o fortalecimento da participação popular na política do país.

Finalizando o artigo, sugiro à Câmara de Vereadores de Ubatã a aprovação de uma Lei retirando, os nomes desses ditadores ou alguma alusão à data do Golpe Militar, de logradouros, bairros, avenidas, escolas ou qualquer outro equipamento público que os homenageiam.
Assim, os existentes em Ubatã , a exemplos de nomes de ruas como Emílio Garrastazu Médici e 31 de março; escola municipal 31 de março, qualquer  alusão ao período ditatorial de 1964 a 1985 devem ser nomes retirados das homenagens no município.


Artigo de Wesley Faustino, historiador, ex-vice-prefeito, especialista em Gestão Pública e Gestão Ambiental (UNEB).

13 maio 2014

Ubatã: Ex-prefeito é homenageado nos 50 anos da UPB




O ex-prefeito de Ubatã Hamilton Fernandes Mota foi homenageado pela União das Prefeituras da Bahia (UPB) por ter sido o fundador da entidade há 50 anos. A UPB foi fundada em 1964 e tornou-se de Utilidade Pública em 1967. A União representa todos os municípios do Estado, prestando serviços à diversas localidades, sendo que para isso faz-se necessário uma vinculação contratual ao órgão.

Hamilton Mota foi eleito prefeito de Ubatã em 1962, em substituição a Arnaldo Azevedo, prefeito interino. O ex-gestor de Ubatã foi o idealizador da criação da UPB, visando na época o princípio de que a união é o melhor meio para que se pudesse enfrentar os desafios da vida pública. Dinâmico, empreendedor e articulador, tinha tal premissa de unicidade com lema e foi aclamado o primeiro presidente do órgão. Mota desbravou o terreno do atual Bairro Popular e Relíquia e trouxe a eletrificação para Ubatã, destaca publicação da UPB.

(Notícias de Ubatã/Informações da UPB)