Reiniciada em 9 de março, a análise do habeas corpus do ex-presidente havia sido novamente paralisada por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, que nesta terça deu seguimento ao caso. Ele votou contra o pedido de suspeição.
Com isso, o tribunal formou maioria a favor de Moro. Mas a ministra Cármen Lúcia, que havia inicialmente votado a favor de Moro, resolveu mudar seu voto nesta terça. “Todo mundo tem o direito a um julgamento justo, com o devido processo legal e imparcialidade do julgador”, afirmou Lúcia. Segundo ela, novos fatos a levaram a mudar o voto.
Com o resultado em favor de Lula, o ex-presidente já tem garantida a anulação do caso do tríplex, que o impediu de participar das eleições de 2018. Para garantir sua elegibilidade em 2022, o petista ainda depende do julgamento do plenário do STF que discutirá a decisão de Fachin em favor do petista. *Com informações do A Tarde
