
O deputado
licenciado José Genoíno (PT-SP), um dos presos do mensalão, renunciou nesta
terça-feira (3) ao cargo por meio de uma carta entregue à Mesa Diretora da
Câmara pelo vice-presidente André Vargas. Os membros da Mesa estavam reunidos
nesta terça-feira (3) para discutir se abririam ou não o processo de cassação
de Genoíno na CCJ quando foram surpreendidos pela carta do petista.
No texto, o
deputado se diz inocente e afirma que nunca praticou crimes: "Sempre lutei
por ideais, jamais acumulei patrimônio ou riqueza". Sobre a renúncia, Genoíno
escreve que esta é uma "breve pausa nesta luta que representa o início de
uma nova batalha dentre as tantas que assumi ao longo da vida". Com a
renúncia, Genoíno tem direito a uma aposentadoria de R$ 20,7 mil, proporcional
ao tempo em que trabalhou como deputado.
A aposentadoria por invalidez, pedida
por ele anteriormente, garantiria renda de R$ 26 mil ao petista. Genoíno,
condenado a 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto, cumpre
provisoriamente a pena em prisão domiciliar. Ele aguarda decisão do presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para saber se continua a
cumprir a pena em casa ou se volta para a Penitenciária da Papuda.