23 outubro 2013

Artigo: Na Busca da Paz!


Por: Paulo Cabral Tavares - advogado

Dizem que foi descoberto um grande rio subterrâneo por baixo do Rio Amazonas. Um imenso rio bem maior e mais caudaloso do que o Amazonas. Por baixo da terra, muito por baixo. Não é ficção, isto é científico. Às vezes eu penso que por dentro de mim, aliás, dentro de todos nós existe um rio assim. Bem maior e mais caudaloso do que o rio que é a nossa mente.

Na verdade, a nossa mente não para de pensar. Nunca. Mesmo que a gente esteja dormindo, ela continua, nos nossos sonhos. Raciocinar é a nossa saga. É uma praga de que não podemos nos livrar. Mesmo dormindo continuamos a ter as nossas preocupações e a ter nossas ansiedades. É um tráfego intenso que não cessa.Pensamentos permanentemente estão se movimentando carregando nossos desejos, nossas preocupações e nossas ansiedades. Nossas alegrais e nossas tristezas. Nossas vitórias e nossas derrotas. Isto porque não podemos, mesmo se quisermos,apagar o nosso passado.

Mas existe um meio buscado pelos meditadores do oriente para silenciar a mente. Buscar o silêncio interno. Eu disse um meio buscado quando na verdade muitos deles conseguem atingir este ideal. Silenciar a mente.
Eu acho uma ideia extraordinária. Difícil, muito difícil de alcançar. Só com muita persistência, diria, muita ralação mental para se chegar a poder mesmo que por breves momentos alcançar o apaziguamento interno.

E finalmente encontrar a iluminação. A paz. Deus, no final de contas. Aí você pode se encontrar. Sem adereços nem paetês, simplesmente você. Sem adjetivações,sem platéia. Sem qualquer máscara, sem qualquer roupagem.

Isto é a meditação. Não toda meditação, mas aquela praticada pelos mestres orientais,que vivem quase somente para este ideal. Aquele ideal em que chega um dia, um abençoado dia, que ela, a  meditação se torna seu estado natural.

Eu não pretendo tanto. Não busco o estado natural de meditação permanente. Mas bem que gostaria de me livrar de minhas angústias, de meus medos, de minhas preocupações. De ser sempre uma pessoa melhor. De desbastar as minhas asperezas. De ter sonhos mais tranquilos à noite e na vida de ter sonhos mais fáceis de alcançar.

Como aqueles sonhos que tinha quando criança: de receber um pequeno presente no Natal. De passar de ano. E poder comprar aquela roupa que namorava nas vitrines. Do menino tímido que queria ganhar aquela garota que achava linda, mas não tinha coragem de nem ao menos lhe dirigir a palavra.

E sonhos que cultivo até hoje, como por exemplo, o de ser amado pelas pessoas que me cercam. O de ter uma boa imagem. De ser aceito no meu meio e conquistar o meu lugar na vida.  E de alcançar um estado de espírito de tranquilidade e de paz.
                                   
Ubatã, 23 de outubro de 2013. 

                                               PauloCabral Tavares