
Fotos: Notícias de Ubatã
Em ano de
desaceleração da economia, os bancos já decidiram: não haverá aumento acima da
inflação para os bancários, que entram hoje no nono dia de greve. Se não
cederem de fato, será a primeira vez desde 2003 que a categoria, uma das mais
fortes nas negociações salariais, receberá só a reposição da inflação (6,1%).
As negociações dos bancários serve de modelo para os acordos salariais de todo
o setor de serviços, segmento de maior pressão para inflação. Nos últimos nove
anos, a categoria teve 22,2% de aumento real, de acordo com a Contraf-CUT
(confederação nacional dos bancários).
"Ninguém
está falando em cortar benefícios e conceder zero de reajuste, o que seria um
mau acordo. Ao repor o poder de compra, os bancários continuarão com os
melhores salários do mercado, os melhores benefícios e a participação de lucros
[PLR] garantida em convenção coletiva", diz Magnus Apostólico, diretor de
relações trabalhistas da Fenaban (federação dos bancos). O salário médio dos
bancários é hoje de R$ 4.740, sendo que o piso salarial é de R$ 1.519. A PLR
paga aos caixas de bancos, segundo o diretor, varia entre 3,5 e 4 salários
adicionais. Informações da Folha.