27 novembro 2011

CONTRASTES: NOSSA SOCIEDADE

Por: Thaynan Souzza

É fora de dúvida, as contradições vigentes num país que se auto intitula potência.
Na nação do carnaval, do futebol e da alienação, o que tem predominado é uma atual política de “pão e circo”, onde o circo é evidenciado e o pão assume a ausência mais sentida.

 É fato, e portanto, inegável as condições de crescimento brasileiro, entretanto, não se pode levar este dado como verdade absoluta, visto que, a violência, os problemas ambientais, a corrupção e principalmente, as desigualdades sociais estampam nossos jornais à cada manhã.

 Apesar da economia figurar entre as oito maiores do mundo, paradoxalmente, há uma gigantesca parcela da sociedade que passa por situações consideradas indignas ao ser humano, como a falta de saneamento básico, ausência de estruturas públicas e efetivas de educação e saúde, “desemprego”, além das condições de miséria e fome, no sentido literal da palavra, que infelizmente, tornaram-se intrínsecas ao Brasil.

 Programas assistencialistas pregados pelo governo, podem, sim, auxiliar na amenização dos “cânceres” de nossa sociedade, todavia, não deve ser cogitada a hipótese de que todo mal se extinguirá devido à adoção dessas medidas, tendo em vista, que um país como o nosso tem de crescer por inteiro, e não apenas, às margens.

 Numa nação que se diz democrática, não pode haver disparidades tão exacerbadas, é incompreensível a existência de “palácios”, aparentemente, sem proprietários legais, enquanto outros não têm a oportunidade de desfrutar sequer de uma cama.

 É inadmissível que haja descaso com as pessoas que ajudaram a erguer o país ( lê-se aposentados ), enquanto uma minoria goza de privilégios inacessíveis á grande parte dos cidadãos.

 A realidade contada nessas poucas linhas, não é novidade para os possíveis leitores. Em razão disso a “máscara” que rege a atualidade, tem de cair por terra. Como citou felizmente o já consagrado geógrafo brasileiro, Milton Santos: “O brasileiro lançou mão de lutar por direitos, para lutar por privilégios.” Resta saber se este combate já não está destinado ao “nocaute”.