O objetivo do órgão ministerial é evitar o desperdício de mais de 4 bilhões de reais na construção de uma ferrovia que, na conjuntura atual, não será ligada a lugar algum. Isto porque, se acaso não for concedida licença ambiental para construção do Porto, consoante já ocorreu na localidade de Ponta da Tulha, cuja licença ambiental foi negada pelo IBAMA, a ferrovia construída não terá qualquer utilidade, vez que os produtos por ela transportados não poderão ser escoados em decorrência da inexistência de um porto. A obra deve sim ser paralisada até que o local do porto, após passar pelo crivo da análise da sua regularidade ambiental, seja definido. Não pode o MPF, tampouco os próprios Poderes Executivos e Legislativos, coadunar com o desperdício de bilhões de reais.
( Ascom MP-Ba )
