O Flamengo dispensou os atletas da canoagem e a equipe paralímpica do remo. Nesta segunda-feira, o clube divulgou uma nota oficial explicando o rompimento com as modalidades e disse que foi uma decisão "estratégica". Dono de cinco medalhas olímpicas, o canoísta Isaquias Queiroz também não faz mais parte do time, assim como os atletas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler. Único esporte paralímpico do Flamengo, a equipe de remo era formada por Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior.
Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim no O Globo, o custo mensal do remo paralímpico para o Flamengo, clube mais valioso do país, era de cerca de R$ 10 mil. Assim como o remo paralímpico, a canoagem, que tinha como principal nome o campeão olímpico Isaquias Queiroz, foi extinta do clube. Um dos maiores atletas olímpicos do Brasil, Isaquias defendeu o Flamengo por sete anos. O canoísta é dono de cinco medalhas em Olimpíadas: prata no C1 1000m em Paris 2024, ouro no C1 1000m em Tóquio, prata no C1 1000m e no C2 1000m na Rio 2016, quando também levou o bronze no C1 200m.
Além de Isaquias, a equipe de canoagem era formada pelos atletas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler. Já o remo paralímpico, único esporte paralímpico do Flamengo, tinha como representantes Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior. Os atletas ainda não se pronunciaram.
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, o Flamengo agradeceu aos atletas e explicou que a decisão foi tomada após uma "avaliação estratégica alinhada às premissas que norteiam o esporte olímpico" do clube. O Rubro-Negro destacou o fato de quatro canoístas, incluindo Isaquias, não residirem no Rio de Janeiro e justificou que isso inviabiliza a consolidação da base e a formação de novos talentos.
