31 maio 2011

Ronaldinho entra na Justiça e está fora do Flamengo

Ronaldinho Gaúcho no túnel de vestiário  (Foto: Wesley Santos / Ag. Estado)
Depois de um ano e cinco meses de um relacionamento conturbado, Ronaldinho Gaúcho não é mais jogador do Flamengo. O meia-atacante, que cobra do Rubro-Negro uma dívida de R$ 40.177.140,00, conseguiu a tutela antecipada na 9ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. A liminar concedida pelo juiz André Luiz Amorim Franco foi protocolada na tarde desta quarta na CBF, e o fim do vínculo contratual será oficializado assim que a liminar passar pelos departamentos jurídico e de registros da entidade, o que libera o jogador para assinar com outro clube.
- O Ronaldinho não é mais jogador do Flamengo, o contrato dele foi rescindido judicialmente. Não posso falar de valores, porque eu mesma pedi segredo de Justiça. Mas estamos cobrando valores altíssimos, milionários, aos quais o atleta tem direito - disse a advogada do atleta, Gislaine Nunes
O vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael de Piro, confirmou que o clube já foi notificado da decisão judicial que deixa o jogador livre do contrato que era válido até dezembro de 2014.
- Essa questão é controvertida. Eu e outros colegas consideramos que o pagamento de direitos de imagem é de natureza civil. O juiz entendeu que é salarial. Vamos entrar hoje (quinta-feira) ainda com um pedido de reconsideração no juízo que emitiu a decisão. Se não for satisfatório, vamos ao tribunal - afirmou De Piro.
Ronaldinho conseguiu o rompimento com o clube horas após a divulgação de um vídeo no qual o vice de futebol do Flamengo, Paulo César Coutinho, dizia a torcedores que o jogador estava afastado . A advogada do jogador criticou duramente o dirigente depois da obtenção da liminar.
- Dedico essa liminar ao Coutinho, eu nem sabia da pérola que ele falou sobre o Ronaldinho, com palavrão e tudo. Agora ele vai chorar na cama que é lugar quente. O Flamengo tem 100 anos, sim, mas, quando tem uma administração provinciana, olha só o que acontece - afirmou Gislaine Nunes.

Do G1